
A formação de maioria para manter a prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em menos de uma hora após a abertura do plenário virtual da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), na última sexta-feira (13), fortalece o relator André Mendonça, respalda o trabalho da PF (Polícia Federal) e reduz espaço para uma eventual divergência no julgamento.
Luiz Fux e Kassio Nunes Marques seguiram Mendonça, relator do caso. Falta apenas o voto de Gilmar Mendes. O presidente da Segunda Turma tem até a próxima sexta-feira (20) para depositar seu parecer. Dias Toffoli se declarou suspeito e não participa.
Gilmar Mendes decidiu examinar todo o caso detalhadamente. Inicialmente, a leitura nos bastidores era de que o magistrado pudesse defender a revogação da prisão do dono do Master.
Com a formação da maioria, entretanto, fontes que acompanham o dia a dia da Corte avaliam que Gilmar não abrirá divergência. Em contrapartida, deve usar seu voto para passar recados sobre a condução do processo.
No início do mês, Gilmar chamou de "barbárie institucional" o vazamento de mensagens íntimas de Daniel Vorcaro.
Independente do voto de Gilmar, a prisão de Vorcaro está mantida por decisão da maioria da Segunda Turma. O resultado, além de ser visto como um empoderamento de Mendonça e de respaldar a PF, serve também para blindar a Corte do desgaste diante de um movimento que buscava favorecer o banqueiro.