A Controladoria-Geral da União identificou falhas na gestão de riscos da Eletronuclear relacionadas à possível retomada das obras da usina nuclear Angra 3, em Angra dos Reis. A auditoria, concluída em 2026, aponta fragilidades no planejamento e na avaliação dos impactos financeiros do projeto.
De acordo com o relatório, a estatal ainda não possui um plano de contingência estruturado para o caso de interrupção das obras, o que levanta preocupações sobre a capacidade de resposta diante de cenários adversos. Os auditores também destacam a falta de clareza quanto aos riscos fiscais envolvidos.
O Tribunal de Contas da União estimou que a indefinição sobre o futuro do empreendimento gerou um desperdício de cerca de R$ 2 bilhões entre 2024 e 2026. O histórico de atrasos e incertezas segue impactando o projeto, iniciado ainda em 1981.
A CGU alerta que, caso a construção seja retomada, há risco de pressão significativa sobre as finanças da Eletronuclear, especialmente diante da necessidade de novos financiamentos. Além disso, o órgão aponta elevada probabilidade de novos atrasos, relacionados a falhas ou dificuldades no fornecimento de equipamentos.
Apesar dos desafios envolvendo Angra 3, as usinas Angra 1 e Angra 2 continuam operando normalmente, sem impacto direto das dificuldades enfrentadas pelo terceiro projeto.